Olá aventureiros!
Em apoio à greve nacional, o blog Companhia Inconsequente não terá postagens novas nesta sexta-feira (28/04). Vamos todos pra rua! Abaixo os tiranos!
(Brincadeiras à parte, teremos postagens novas em breve. Aguardem!)
Mostrando postagens com marcador Discurso do Mestre. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 28 de abril de 2017
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Thomas, artes, cerveja!
Saudações, aventureiros!
Hoje venho dar algumas notícias espetaculares! Como vocês devem saber, quando uma mesa de RPG dura muito tempo, os jogadores começam a se apegar à história de uma forma especial. Isso costuma render frutos paralelos ao próprio jogo - e foi assim que nasceu esse blog, por exemplo!
No entanto, graças à iniciativa do nosso confiável xamã Thomas de Bernargrie, a Companhia Inconsequente está prestes a emprestar seu nome a uma nova franquia. O jogador por trás de Thomas é, na vida real, um mestre cervejeiro legítimo! Buscando oficializar seu empreendimento, este jovem rapaz está abrindo uma cervejaria com fórmulas inspiradas na nossa querida Companhia. Cada membro terá sua própria cerveja, com detalhes e sabores condizentes com sua personalidade. Um projeto titânico, de fato! E, enquanto os trâmites legais são feitos, nós podemos distrair a falta de cerveja com essa arte simplesmente espetacular encomendada para o primeiro rótulo da série - é claro, o próprio Thomas! Confiram!
Hoje venho dar algumas notícias espetaculares! Como vocês devem saber, quando uma mesa de RPG dura muito tempo, os jogadores começam a se apegar à história de uma forma especial. Isso costuma render frutos paralelos ao próprio jogo - e foi assim que nasceu esse blog, por exemplo!
No entanto, graças à iniciativa do nosso confiável xamã Thomas de Bernargrie, a Companhia Inconsequente está prestes a emprestar seu nome a uma nova franquia. O jogador por trás de Thomas é, na vida real, um mestre cervejeiro legítimo! Buscando oficializar seu empreendimento, este jovem rapaz está abrindo uma cervejaria com fórmulas inspiradas na nossa querida Companhia. Cada membro terá sua própria cerveja, com detalhes e sabores condizentes com sua personalidade. Um projeto titânico, de fato! E, enquanto os trâmites legais são feitos, nós podemos distrair a falta de cerveja com essa arte simplesmente espetacular encomendada para o primeiro rótulo da série - é claro, o próprio Thomas! Confiram!
A arte comissionada foi feita pelo Bragato Ilustra, e o trabalho ficou impecável. Nada me dá mais orgulho enquanto Mestre do que ver esse tipo de fruto da nossa imaginação ganhando vida!
Em breve, mais notícias sobre a cervejaria!
O Mestre
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Recomendações do Mestre: Kubo e as Cordas Mágicas
Saudações, aventureiros!
Muito embora este não seja um blog sobre cinema, depois de assistir esse filme fantástico - Kubo e as Cordas Mágicas, de Travis Knight (Kubo and the Two Strings, 2016) - eu me senti na obrigação de escrever pelo menos uma notinha aqui pro blog (sem spoilers!)
Kubo é um filme de animação infanto-juvenil feito em stop motion pelo estúdio Laika (Coraline, ParaNorman). Ele se vale da temática oriental pra contar um drama/aventura sobre Kubo, um jovem rapaz com poderes mágicos especiais que precisa reunir artefatos lendários para derrotar um grande mal. Parece clichè, não? Mas podem ficar tranquilos: a execução e o desenvolvimento do filme são extremamente bem-feitos, e a trama, ainda que simples, não deixa nada a desejar.
Com personagens únicos e diálogos nada vazios, Kubo cativa o telespectador. A trilha sonora distinta é um personagem dentro da trama, o que dá um toque especial para a obra. Por fim, para quem se interessa por efeitos visuais, saber que o filme foi feito com animatrônicos e stop motion é um prazer à parte, graças ao carinho e detalhismo do Laika.
Mas por que falar disso aqui? Bom, qualquer amante de RPG ganha - e MUITO - indo assistir a esse filme. Além de termos elementos que remetem ao fantástico complemento Aventuras Orientais de D&D 3.0, a própria estrutura do filme lembra uma aventura clássica de D&D; temos lutas bem executadas, masmorras com armadilhas, um bardo com poderes mágicos, monstros bizarros e vilões usando feitiçarias. Se você é um fã de animação ou de RPG, Kubo e as Cordas Mágicas vale cada centavo do ingresso. Corra para os cinemas antes que saia de cartaz!
Muito embora este não seja um blog sobre cinema, depois de assistir esse filme fantástico - Kubo e as Cordas Mágicas, de Travis Knight (Kubo and the Two Strings, 2016) - eu me senti na obrigação de escrever pelo menos uma notinha aqui pro blog (sem spoilers!)
Kubo é um filme de animação infanto-juvenil feito em stop motion pelo estúdio Laika (Coraline, ParaNorman). Ele se vale da temática oriental pra contar um drama/aventura sobre Kubo, um jovem rapaz com poderes mágicos especiais que precisa reunir artefatos lendários para derrotar um grande mal. Parece clichè, não? Mas podem ficar tranquilos: a execução e o desenvolvimento do filme são extremamente bem-feitos, e a trama, ainda que simples, não deixa nada a desejar.
Com personagens únicos e diálogos nada vazios, Kubo cativa o telespectador. A trilha sonora distinta é um personagem dentro da trama, o que dá um toque especial para a obra. Por fim, para quem se interessa por efeitos visuais, saber que o filme foi feito com animatrônicos e stop motion é um prazer à parte, graças ao carinho e detalhismo do Laika.
Mas por que falar disso aqui? Bom, qualquer amante de RPG ganha - e MUITO - indo assistir a esse filme. Além de termos elementos que remetem ao fantástico complemento Aventuras Orientais de D&D 3.0, a própria estrutura do filme lembra uma aventura clássica de D&D; temos lutas bem executadas, masmorras com armadilhas, um bardo com poderes mágicos, monstros bizarros e vilões usando feitiçarias. Se você é um fã de animação ou de RPG, Kubo e as Cordas Mágicas vale cada centavo do ingresso. Corra para os cinemas antes que saia de cartaz!
O Mestre
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Mais desculpas!
Olá aventureiros, tudo bem?
Sim, esse é mais um post de desculpas com vocês, justificando a ausência de posts nessa segunda e as prováveis ausências futuras nesse mês. Com a sombra do fim de ano sobre nós, as obrigações no Plano Material ficam mais urgentes e o tempo para escrever se torna cada vez mais escasso, infelizmente.
Outubro é um mês-chave para mim no trabalho, então muito provavelmente não serão postados textos das Crônicas, Personagens em Perspectiva e outros extras até, pelo menos, o dia 27/10/2016. No entanto, respirem tranquilos ao saber que as Histórias de Outros Mundos continuarão a serem postadas semanalmente - aliás, por que não contribuir com a sua própria história? Envie seu conto para nosso e-mail cia.inconsequente@gmail.com e veja suas experiências compartilhadas aqui no blog.
Agradeço a sua paciência e em Novembro retornamos com a nossa programação normal.
O Mestre
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Histórias de Outros Mundos 1: Clavículas e Rancores
Salve, aventureiros!
Há algumas semanas estive divulgando em grupos e comunidades de RPG a possibilidade de publicar histórias leves e bem-humoradas sobre as experiências dos leitores em suas próprias mesas (uma ideia originalmente plagiada do espetacular blog gringo Table Titans). Para minha felicidade, já recebemos algumas histórias e pretendo publicá-las aqui semanalmente! Quem quiser contribuir com a seção Histórias de Outros Mundos basta enviar seu conto (com título e autoria para referência) para o e-mail de contato do blog, cia.inconsequente@gmail.com.
Segue, abaixo, nosso primeiro conto, Clavículas e Rancores, enviada por Andreli em 19/09/16:
O nosso grupo jogava D&D 3.5 na época que estávamos na escola (lá em 2007), e fazíamos rotação de Mestres. Na época a gente seguia as regras ao pé da letra, então house rules não eram nem um pouco bem-vindas. Tudo estava indo relativamente bem, até o dia em que um dos Mestres decidiu colocar um combate PvP no jogo... e, sendo um bando de moleques jogando, é claro que não deu certo.
Um dos jogadores, um Monge Humano, decidiu que estava treinando para o combate ao socar árvores, como se fosse um ninja. Seu adversário, um Ranger Elfo (especializado em arquearia) se rendeu à tendência Caótica e não quis esperar o Mestre anunciar o confronto oficial, e atirou uma flecha de seu Arco Longo Composto +2 no Monge.
É claro que foi um acerto crítico.
Como se o jogador do Monge já não estivesse revoltado o suficiente por ter sido atacado de surpresa, nessa hora o mestre decidiu adicionar um pouco de realismo e, em vez de só distribuir o dano, afirmou que uma clavícula do Monge fora partida em duas pela flecha e que ele estava com um braço inteiro inutilizado. Como não usávamos house rules (e, na verdade, estávamos mais preocupados com decapitar orcs do que com interpretar personagens), começou uma enorme discussão entre os dois Jogadores e o Mestre que só terminou quando o jogador do Ranger caçoou tanto do Monge que o seu jogador saiu da sala de tão nervoso.
Mas a história não ficou por aí: era uma mesa de Mestres rotativos, lembram-se?
Quando chegou a vez do jogador do Monge mestrar, seu rancor aflorou. Se o Ranger era acertado em combate? Clavícula quebrada. Falhou no teste de Escalar? Caiu 12 metros e quebrou a clavícula. A negociação com os NPCs deu errado? Foi socado no peito e quebrou a clavícula. A situação começou a ficar realmente ridícula quando, no meio de uma tempestade, um relâmpago atingiu o Ranger "aleatoriamente" e a sua clavícula se rompeu dado "à corrente elétrica".
A lição que ficou foi: nunca, nunca sacaneie um jogador quando os Mestres são trocados constantemente.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Personagens em Perspectiva: Dûr Sven
Olá aventureiros, tudo bem?
Estou introduzindo aqui uma nova seção do blog, chamada Personagens em Perspectiva. Aqui, pretendo dissecar um pouco os personagens da Companhia Inconsequente em termos técnicos para agradar aos fãs inveterados de D&D. Nesses artigos vou mostrar um pouco dos Talentos, Perícias, Magias e Equipamentos dos personagens, tentando contextualizá-los com seu background.
Para evitar datar o post, eu não focarei em valores e números, mas sim o que estes valores significam no contexto atual (uma vez que, como continuamos jogando, esses números vão aumentar). E, para começar, trataremos do líder atuante da Companhia, nosso querido anão clérigo Dûr Sven!
Básico
Sven é um anão das colinas (raça base do Livro do Jogador 3.5), clérigo de Moradin (seus domínios são Proteção e Terra, ambos escolhidos no Livro do Jogador 3.5). Ao contrário da maioria dos anões e, especialmente, dos clérigos de Moradin, a tendência de Sven é Neutra e Boa, o que significa que ele coloca os costumes ordeiros do seu povo de lado para atingir um bem comum (confira nosso post sobre Tendências Boas aqui). Para mais detalhes sobre Sven, confira o post introdutório dos personagens aqui.
Para evitar datar o post, eu não focarei em valores e números, mas sim o que estes valores significam no contexto atual (uma vez que, como continuamos jogando, esses números vão aumentar). E, para começar, trataremos do líder atuante da Companhia, nosso querido anão clérigo Dûr Sven!
Básico
Sven é um anão das colinas (raça base do Livro do Jogador 3.5), clérigo de Moradin (seus domínios são Proteção e Terra, ambos escolhidos no Livro do Jogador 3.5). Ao contrário da maioria dos anões e, especialmente, dos clérigos de Moradin, a tendência de Sven é Neutra e Boa, o que significa que ele coloca os costumes ordeiros do seu povo de lado para atingir um bem comum (confira nosso post sobre Tendências Boas aqui). Para mais detalhes sobre Sven, confira o post introdutório dos personagens aqui.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Os Desafios da Escrita
Olá, aventureiros!
O último capítulo das crônicas - A Forja e a Manopla - foi certamente o mais difícil de escrever até agora. Já tem um tempo que alguns leitores estavam comentando sobre a ausência de combates propriamente ditos, típicos de aventuras de RPG - e eu concordo que faltava uma pitada de ação aqui no blog.
Isso reflete tanto meu estilo de mestrar - com poucos encontros significativos espaçados entre eventos de roleplay - quanto a frequência dos posts do blog. É espantoso o quanto as sequências de interpretação tomam tempo na escrita!
De qualquer forma, chegamos ao primeiro grande combate da história das crônicas. Foi uma experiência de escrita ímpar - tentar traduzir um encontro de RPG, algo estático e em turnos, para uma luta que cative o leitor e ao mesmo tempo permaneça fiel à essência do combate original é um desafio e tanto. Eu demorei muito tempo desenvolvendo esse capítulo e espero, sinceramente, que os leitores se encantem com ele ao imaginarem essa batalha acontecendo. Dá pra ver a quantidade de esforço vai ser gigante no futuro - afinal de contas, teremos muitas lutas ainda por vir!
Uma boa leitura a todos,
O Mestre
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Chegamos ao Nível 2 & Nossa Primeira Arte Original!
SAUDAÇÕES, AVENTUREIROS!!!
É com grande orgulho que eu anuncio que a Companhia Inconsequente acaba de atingir seu primeiro milhar de acessos! E, como todos sabemos, quando se chega em 1.000, você passa para o nível 2!
É com grande orgulho que eu anuncio que a Companhia Inconsequente acaba de atingir seu primeiro milhar de acessos! E, como todos sabemos, quando se chega em 1.000, você passa para o nível 2!
Agradeço muitíssimo aos meus jogadores pela força e empolgação, assim como pelas piadas excelentes (quase sempre). Agradeço mais ainda a vocês, aventureiros, que nos agraciaram com sua paciência e atenção! Escrever aqui é uma verdadeira terapia para mim, e é graças a todos vocês que isso tem ganhado visibilidade. Muito obrigado, mais uma vez!
E para comemorar nossa primeira conquista, aqui está a nossa primeira arte original! Feita pela artista ALC (Confiram a página dela e façam comissões! Além de talentosa, ela é um doce de pessoa!), temos aqui ilustrada a nossa guerreira Aleena Fogo-Vivo!
Pela última vez, obrigado a todos os envolvidos! E fiquem ligados para mais posts!
Explodindo de orgulho,
O Mestre
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Onde estávamos mesmo?
É isso aí, aventureiros, a Companhia voltou!
Houveram diversos imprevistos e problemas de Março pra cá; eu andei enfrentando meus próprios dragões cotidianos. Mas, poção derramada não volta pro caldeirão, então... nada disso importa, pois estamos de volta! Um pouquinho, pelo menos.
Vou me esforçar ao máximo para encaixar o blog entre as minhas obrigações para me tornar um Mestre na vida real (academicamente falando). Portanto, esperem algo em torno de uma publicação por semana. É pouco, eu sei, mas, até que as coisas se aliviem, é melhor que nada. Eu acho.
De mais, desejo a vocês uma boa leitura e muitos pontos de experiência!
Houveram diversos imprevistos e problemas de Março pra cá; eu andei enfrentando meus próprios dragões cotidianos. Mas, poção derramada não volta pro caldeirão, então... nada disso importa, pois estamos de volta! Um pouquinho, pelo menos.
Vou me esforçar ao máximo para encaixar o blog entre as minhas obrigações para me tornar um Mestre na vida real (academicamente falando). Portanto, esperem algo em torno de uma publicação por semana. É pouco, eu sei, mas, até que as coisas se aliviem, é melhor que nada. Eu acho.
De mais, desejo a vocês uma boa leitura e muitos pontos de experiência!
O Mestre
segunda-feira, 7 de março de 2016
Afogado em Trabalho
Olá aventureiros, tudo bem?
A vida adulta é uma amante instável. Ela nos presenteia com dinheiro e liberdade, mas também com contas de banco e responsabilidades em medidas proporcionais.
Eu nunca falei isso aqui, mas eu estou cursando mestrado (pra então ser "mestre" em dois sentidos, haha) numa universidade pública. Nesse exato momento, estou preso em uma época de grande esforço de coleta de dados para a minha dissertação, o que me toma muito tempo e é bastante cansativo. O reflexo natural é cortar nossos prazeres cotidianos para dar espaço para meu dever... e o blog, infelizmente, faz parte disso.
Escrever um capítulo das crônicas da Companhia, infelizmente, me consome um tempo que não posso gastar nesse momento (o tempo médio varia entre 1,5 a 3 horas gastas para cada post). Por isso, peço desculpas aos meus queridos leitores, pois não poderei mais seguir as metas estabelecidas com a periodicidade necessária.
Agradeço de antemão a compreensão de vocês, e fiquem tranquilos: assim que a turbulência passar, voltaremos ao ritmo normal (eu avisarei aqui). Por enquanto, farei pressão n'O Ladino para que ele mantenha a saga do Abraço da Escuridão regular para vocês. Um pouco de feedback animaria ele, sem dúvida!
Na esperança de um futuro mais brilhante,
O Mestre
sexta-feira, 4 de março de 2016
Tendências e alinhamentos - Personagens Neutros
Olá aventureiros! Espero encontrá-los bem!
Dando continuidade ao nosso primeiro post sobre Personagens Bons, falaremos um pouco sobre Personagens Neutros (no eixo moral, conforme já discutimos).
A primeira coisa que eu gostaria de estabelecer, antes de mais nada, é que existem duas formas diferentes de encarar o posicionamento Neutro (e as duas não se excluem). A primeira forma é a moralmente ambígua; ela é observada em personagens neutros que transitam ocasionalmente entre ações más e boas. Ela pertence a personagens adaptáveis, que são capazes de boas ações mas também tem seus momentos ruins. Essa talvez seja a tendência mais próxima da vida real, uma vez que, com raras exceções, nós raramente podemos ser definidos no preto ou no branco, normalmente transitando entre tons de cinza (sem trocadilhos, por gentileza). Esse modelo de personagem neutro ambíguo é claramente observado no personagem Drake Krwosey, membro da Companhia.
A segunda forma de encarar a tendência neutra pode ser chamada de neutra obstinada, chamada por alguns de "postura suíça" ou "em cima do muro". Personagens nesse modelo são neutros de coração, se excluindo de qualquer conflito moral. São vistos por muitos como personagens que não ligam para os problemas dos outros, sendo retratados algumas vezes como malignos; de fato, existe uma linha tênue entre o indiferente e o sádico. Entretanto, personagens neutros obstinados (como Darsh Mãos-de-Fogo, na Companhia) são menos propensos a executar atos malignos de verdade, ao contrário dos ambíguos.
Dito isso, vamos explorar as três diferentes modalidades de tendências neutras!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Tendências e alinhamentos - Personagens Bons
Olá, aventureiros!
Hoje temos um post para encher linguiça tratando um pouco sobre o metajogo de Dungeons & Dragons; mais especificamente, falaremos sobre um assunto muito batido, mas digno de discussão: as tendências, ou alinhamentos de personagens.
Esse assunto é tópico favorito de discussão entre RPGistas, e já existem toneladas de material feito no assunto. Entretanto, eu sempre tive ressalvas em relação ao entendimento acerca de algumas tendências, especialmente as mais "difíceis" (Caótico e Bom / Leal e Mau). Portanto, decidi criar um post bem padrão falando sobre as tendências em Dungeons & Dragons, dando exemplos na cultura pop, de forma a deixar meu ponto de vista claro para veteranos e novatos no jogo.
uncelebrity.blogspot.com
Existem dois aspectos clássicos que definem a tendência de um personagem, isto é, a forma como ele percebe e interage com o mundo à sua volta. O primeiro é o eixo moral - que varia entre o Bom, o Neutro e o Mau. Eu gosto de relacionar o eixo moral com a empatia e o altruísmo/ egoísmo; um personagem Bom é capaz de abrir mão de seus próprios ganhos ou de sair do seu caminho para ajudar outros seres, enquanto um personagem Mau normalmente faz tudo pensando em algum objetivo pessoal. O eixo ético, por sua vez, se relaciona com a visão de sociedade do personagem, e varia entre o Leal, o Neutro e o Caótico. Personagens Leais costumam ter visões bem claras sobre hierarquia e códigos de conduta sociais, enquanto personagens Caóticos prezam a liberdade individual e normalmente se incomodam ao serem limitados por leis e regras.
Vamos às combinações clássicas de tendências em D&D para os personagens Bons!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Uma nova saga: O Abraço das Sombras
Olá, aventureiros!
Se tem uma coisa que me deixa feliz, certamente é a participação ativa dos meus jogadores na construção de backgrounds ricos
para seus personagens e para o cenário de campanha. Assim, é com muito
orgulho que anuncio uma nova saga sendo publicada aqui no blog da
Companhia: O Abraço das Sombras.
Essa saga explora o passado sofrido de um dos personagens da Companhia: o ladino tiefling chamado Drake Krowsey. A saga é escrita por ninguém menos que seu próprio jogador (aparecendo aqui na alcunha de O Ladino), que mistura seu background original com elementos do mundo descritos por mim. A história é um drama sobre sobrevivência e vingança, e tem um tom bem mais escuro do que as Crônicas da Companhia.
É importante estabelecer que O Ladino tomou licença poética para escrever várias partes da história, ou seja, haverão inconsistências em relação às Crônicas (adicionando mais confusão ao que já lidamos ao comparar a história original, nas sessões, e ao adaptado aqui no blog). Portanto, marcarei os post da saga com a tag "Abraço das Sombras" para que todos saibam diferenciar as duas sagas propriamente.
Os posts da nova saga serão publicadas no blog pessoal d'O Ladino (postaremos o link aqui assim que tudo estiver arrumado), e serão repostados aqui como um post extra de sexta-feira (para a alegria de nossos ávidos e exigentes leitores, Sven e Thomas).
Esperamos que vocês aproveitem, de todo o coração!
O Mestre & O Ladino
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Festas Dionisíacas
Olá aventureiros!
As postagens andam um pouco paradas, e eu vim aqui para afirmar que... vão continuar assim. Por um tempinho.
Tenho tido bastante coisa para dar conta e, com a chegada a época do ano em que veneramos o antigo deus Dionísio com festas regadas a vinho e luxúria, também conhecido como "Carnaval", estou tirando o feriado para tirar o atraso do blog. Não teremos posts novos por um tempinho, mas voltamos com força total no dia 12/02 (sexta-feira), e a partir daí tentarei manter o ritmo de postagens toda segunda, quarta e sexta-feira.
Agradeço a paciência de todos e boa sorte nos testes de Carisma nesse feriado!
Em ritmo de festa,
O Mestre
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Desambiguações Portuárias
Olá, aventureiros!
Narrando a última sessão, em Morhstar, eu me deparei com uma antiga dúvida: qual a diferença entre porto, cais, estaleiro e doca? Pode ser bobeira pra muita gente, mas quase ninguém conseguiu definir na hora. Então, a título de curiosidade, decidi colocar aqui as definições e imagens desses lugares e construções portuárias.
Porto da Cidade do Porto, Portugal.
Fonte:blog.gobybike.eu
Um Porto é o local geográfico de uma cidade, com acesso ao mar (ou outro corpo d'água), onde barcos aportam (duh) para carga e descarga. É uma região ampla e não se limita apenas às praias e enseadas, normalmente incluindo uma boa parte da cidade em que se localizam.
Fonte: www.refugiodeumsonhador.com.br
Um Cais é uma estrutura, normalmente construída num porto, composta de plataformas sustentadas por palafitas, onde barcos grandes e pequenos são amarrados. Servem pra que os tripulantes possam acessar terra firme sem que os barcos precisem ser encalhados.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Vocês estão numa taverna, e então...
...acessam um novo blog. Com um nome estranho, contando histórias fantásticas sobre personagens bravos, heroicos, meio malucos e... inconsequentes.
A ideia de criar esse blog nasceu num dos maiores berços de criatividade que o ser humano inventou: uma mesa de RPG (mais especificamente, Dungeons & Dragons 3.5). Jogando já há mais de um ano, com personagens de jogadores indo e vindo, nascendo na ponta do lápis e morrendo nos críticos do meu d20, eu decidi, há bastante tempo, manter um sistema complexo de diários de campanha: registros sobre locais, PdMs (ou NPCs, para os jogadores mais recentes), linha de história do grupo do mundo em que eles habitam. Não seguindo nenhum cenário publicado, eu uni a minha criatividade incessante ao meu transtorno obsessivo-compulsivo por ter uma história coesa e o mais realista possível, o que torna meu trabalho como Mestre (ou DM, como preferirem) três vezes mais longo do que o já enfadonho esforço habitual do "cargo".
Todo bom Mestre tem um sonho simples: que a história criada na mesa renda frutos futuros além de uma sessão divertida. Alguns publicam as aventuras e campanhas para uso por outros Mestres; outros publicam monstros, classes e cenários personalizados; os mais ambiciosos tentam romantizar sua campanha e escrever livros de fantasia sobre ela. Não é um sonho impossível - assim nasceu o esplêndido A Batalha do Apocalipse, do autor brasileiro Eduardo Spohr. Não vou mentir: quando comecei a mestrar essa campanha em 2014, tinha ambições que ela me rendesse um romance. No entanto, romantizar uma aventura de RPG é um trabalho titânico: em parte pelo próprio processo de escrita, e em parte em adaptar as maluquices que nós mestres e, principalmente, nossos insanos jogadores, aprontam na mesa; muitas vezes ações que se tornariam ridículas - ou então entediantes - se não forem editadas na mente de um competente romancista.
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