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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Abaixo à Tirania!

Olá aventureiros!

Em apoio à greve nacional, o blog Companhia Inconsequente não terá postagens novas nesta sexta-feira (28/04). Vamos todos pra rua! Abaixo os tiranos!



(Brincadeiras à parte, teremos postagens novas em breve. Aguardem!)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Drake Olhos-de-Corvo

E eis que temos mais uma espetacular arte da Viksen, dessa vez pra ilustrar nosso ladino sombrio e perturbado pelos fantasmas de seu passado: Drake Krowsey!


Trabalho, como sempre, impecável e conceitualmente impressionante. Nada dá mais orgulho a um Mestre do que ver seus personagens ganharem vida!

O Mestre

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Histórias de Outros Mundos 5: De Explodir a Cabeça

Enviado por o Mestre (sim, eu mesmo)!

   Acho que podemos dividir os jogadores de D&D em dois grandes grupos: os que otimizam seus personagens a todo custo, buscando combos absurdos e invencíveis... e aqueles que odeiam essas pessoas.
   Em 2006, eu vários amigos de escola nos juntamos para jogar um "campeonato de D&D". Esse evento era uma arena de combate em que os personagens se enfrentavam um contra um. É claro que, nesse cenário, qualquer um que fosse expert em otimização seria o campeão incontestável. E assim, conheçam Maximus, o Guerreiro.
   Maximus era um monstro. Completamente talhado para ser uma máquina de combate invencível e coberto de itens mágicos escolhidos especialmente pra destruir cada um de nós, não demorou muito para ele se tornar o favorito das multidões (dentro do jogo) e completamente odiado pela mesa. Maximus humilhou um Mago no seu primeiro combate, refletindo magias contra seu conjurador; no segundo round, decapitou um Ladino na terceira rodada de combate. Ele era invencível.
  Eu, por outro lado, fiz o melhor que pude com meu Druida Meio-Elfo. Quase levei a pior contra um Ranger na minha primeira luta, e alguns críticos necessários me garantiram uma vitória suada contra um outro Ladino na segunda. O problema foi no terceiro round, quando eu deveria enfrentar o temido Maximus.
   Mesmo os oponentes que tinham perdido pra mim torciam contra Maximus, mas de nada adiantou. Meu javali de estimação virou churrasco nas primeiras rodadas, me deixando irado, mas um único round de confronto corpo-a-corpo foi o suficiente para apontar a iminente derrota. Lutando contra o desânimo da mesa, eu tive uma única ideia interessante...
   Conversando em particular com o Mestre, bolei a minha estratégia maluca. Ele arregalou os olhos, me perguntando se eu entendia as consequências do ato, e quando confirmei, ele sorriu malignamente.
   O que Maximus viu foi meu Druida brilhando momentaneamente e desaparecendo de sua frente. Sorrindo, ele se gabou de seus talentos de combater às cegas (foi assim que ele lidara com o Ladino invisível anteriormente), e tentou atacar o Druida; o Mestre pediu a ele um teste de Sabedoria, e ele aparentemente falhou, pois sua espada larga atravessou o ar sem encostar em nada..
   Era meu turno novamente, e eu, em alto e bom som, anunciei que assumiria a forma de um hipopótamo. O Guerreiro começou a sorrir; sabendo que teria um alvo bem grande para fatiar, mas o sorriso morreu quando o Mestre pediu a ele um teste de Reflexos. Com um mísero 3, o narrador anuncia que tudo que ele vê é uma explosão de luz vermelha antes de cair morto no chão.
   Eu explico: invés de me tornar invisível, eu tinha me transformado numa diminuta pulga e pulado dentro do ouvido do Guerreiro (que falhara no teste de Sabedoria para me perceber). Entrando fundo no canal auditivo, quando me transformei num grande paquiderme, a expansão corporal explodira a cabeça dele de dentro pra fora, matando-o instantaneamente. É claro que isso me afetara também, quebrando cada ossinho do meu corpo e me matando ao mesmo tempo. Mas, para a mesa, eu fui o verdadeiro vencedor daquele combate!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Thomas, artes, cerveja!

Saudações, aventureiros!

   Hoje venho dar algumas notícias espetaculares! Como vocês devem saber, quando uma mesa de RPG dura muito tempo, os jogadores começam a se apegar à história de uma forma especial. Isso costuma render frutos paralelos ao próprio jogo - e foi assim que nasceu esse blog, por exemplo!

  No entanto, graças à iniciativa do nosso confiável xamã Thomas de Bernargrie, a Companhia Inconsequente está prestes a emprestar seu nome a uma nova franquia. O jogador por trás de Thomas é, na vida real, um mestre cervejeiro legítimo! Buscando oficializar seu empreendimento, este jovem rapaz está abrindo uma cervejaria com fórmulas inspiradas na nossa querida Companhia. Cada membro terá sua própria cerveja, com detalhes e sabores condizentes com sua personalidade. Um projeto titânico, de fato! E, enquanto os trâmites legais são feitos, nós podemos distrair a falta de cerveja com essa arte simplesmente espetacular encomendada para o primeiro rótulo da série - é claro, o próprio Thomas! Confiram!


   A arte comissionada foi feita pelo Bragato Ilustra, e o trabalho ficou impecável. Nada me dá mais orgulho enquanto Mestre do que ver esse tipo de fruto da nossa imaginação ganhando vida!

Em breve, mais notícias sobre a cervejaria!
O Mestre

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Histórias de Outros Mundos 4: Ao Pé da Letra

Enviado por Mark em 17/10/2016

   Muita gente aprende a jogar D&D ainda jovem, e isso sempre rende histórias hilárias. No nosso caso, o maior problema foi um mestre que interpretava tudo literalmente.
   No meu primeiro combate da vida, eu enfrentava um orc com meu Mago de nível 1. Por sorte, ele estava a 30 metros de distância, me dando vantagem para matá-lo com magia antes que ele enfiasse o machado duplo no meu... bom, não vou me ater aos detalhes.
   Olhando minha lista de magias, decidi que ia usar "Mísseis Mágicos" (minha experiência anterior com o D20 tinha me deixado meio desanimado, então escolhi uma magia que nunca erra). Pra quem não sabe, é uma magia que dá singelos 1d4+1 de dano na forma de um pequeno dardo de energia prateada.
   O Mestre (também narrando sua primeira aventura) mandou que eu rolasse o dano. Rolei um 4, somando o bônus da magia, dei 5 de dano, que era o máximo possível. Pra minha sorte, era o suficiente para matar o orc de primeira. Mas a cereja no bolo foi a descrição do ataque...
   Empolgado, o mestre anunciou que um pequeno míssil em miniatura feito de luz surgiu na minha mão e disparou na direção do orc (soltando fumaça e tudo). Quando ele atingiu o orc na barriga, o mini-nuke explodiu à lá Power Rangers, lançando o orc 12 metros pra trás (com só 5 de dano!). Os outros jogadores contestaram o mestre, mas ele disse "O nome da magia é Mísseis Mágicos!".
   Aquela campanha não foi além do nível 3, mas sem dúvida eu, o Mago Nuclear, fui o jogador mais forte, explodindo monstros quase a bel prazer o tempo todo com uma simples magia de nível 1.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Recomendações do Mestre: Kubo e as Cordas Mágicas

Saudações, aventureiros!

   Muito embora este não seja um blog sobre cinema, depois de assistir esse filme fantástico - Kubo e as Cordas Mágicas, de Travis Knight (Kubo and the Two Strings, 2016) - eu me senti na obrigação de escrever pelo menos uma notinha aqui pro blog (sem spoilers!)



   Kubo é um filme de animação infanto-juvenil feito em stop motion pelo estúdio Laika (Coraline, ParaNorman). Ele se vale da temática oriental pra contar um drama/aventura sobre Kubo, um jovem rapaz com poderes mágicos especiais que precisa reunir artefatos lendários para derrotar um grande mal. Parece clichè, não? Mas podem ficar tranquilos: a execução e o desenvolvimento do filme são extremamente bem-feitos, e a trama, ainda que simples, não deixa nada a desejar.
   Com personagens únicos e diálogos nada vazios, Kubo cativa o telespectador. A trilha sonora distinta é um personagem dentro da trama, o que dá um toque especial para a obra. Por fim, para quem se interessa por efeitos visuais, saber que o filme foi feito com animatrônicos e stop motion é um prazer à parte, graças ao carinho e detalhismo do Laika.


   Mas por que falar disso aqui? Bom, qualquer amante de RPG ganha - e MUITO - indo assistir a esse filme. Além de termos elementos que remetem ao fantástico complemento Aventuras Orientais de D&D 3.0, a própria estrutura do filme lembra  uma aventura clássica de D&D; temos lutas bem executadas, masmorras com armadilhas, um bardo com poderes mágicos, monstros bizarros e vilões usando feitiçarias. Se você é um fã de animação ou de RPG, Kubo e as Cordas Mágicas vale cada centavo do ingresso. Corra para os cinemas antes que saia de cartaz!

O Mestre

sábado, 22 de outubro de 2016

Histórias de Outros Mundos 3: O Bardo Pistoleiro Parte em Busca da Redenção de Seus Pecados

Enviado por Ary Barros em 15/10/2016
 
Jogamos em uma mesa que combina medieval e fictício em um mundo onde os humanos são invasores vindos de outro planeta, mas tiveram problemas que acabaram fazendo-os perder parte de seu controle sobre a tecnologia.
    Certa vez acabamos nos comprometendo de eliminar lobisomens que atacavam a parte baixa da cidade; investigação vai investigação vem voltamos para a base de nossa guilda  e começamos a discutir as informações recolhidas. Eis que ouvimos um barulho no teto de nossa casa; o grupo se divide nos que vão para o segundo andar e os que vão pra fora observar. Os de fora confirmam a posição do lobisomem e os do segundo andar puxam as vigas, derrubando-o para dentro da casa (Bárbaros). Não tínhamos armas de prata, mas eu com uma pistola laser e o clérigo conseguimos derruba-la com os disparos e magias, graças dos bárbaros manterem a criatura parada agarrando-a (e chegando até a quebrar um braço dela).
   Batalha vencida, o lobisomem se revela uma elfa. Me aproximo com a pistola e pergunto quem ela era;  dando uma de lado como uma esnobe para evitar a pergunta, disparo contra seu braço quebrado (a fratura estava no ombro), que é então arrancado do corpo pelo raio, e eu fico meio no "Eita porra!".
   No meio tempo, o resto dos jogadores sobem para onde estamos e então um elfo NPC fala "O que vocês fizeram com ela, ela é a princesa elfa da cidade!". Eu entro no modo "Fuck this shit, I'm out!", e nunca mais o bardo da pistola laser foi visto. Dizem que ele partiu numa busca de redenção por arrancar o braço de uma bela elfa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Histórias de Outros Mundos 2: Saber Ouvir

Enviado por Dsea em 19/09/2016

   Após o lançamento do Livro do Jogador 2 para a Quarta Edição de D&D, decidimos finalmente desapegar um pouco da 3.5 e montamos uma mesa para experimentar a nova versão. Nossa equipe era composta por um Halfling Ladino, uma Tiefling Maga, um Anão Senhor da Guerra, um Humano Ranger e um Anão Druida (jogado por mim).
   Nossa companhia era um tanto quanto grande e, devido a backgrounds dramáticos e a um começo conturbado, os ânimos ficavam constantemente alterados. Uma tensão especial ocorria entre meu Druida e o Senhor da Guerra (inspirado em Thorin Escudo-de-Carvalho); ele não admitia a presença de um anão imundo que falava na língua dos elfos, enquanto meu Druida... bom, como a maioria dos personagens, ele era um porta-voz do caos e não levava desaforo pra casa.
   Enquanto explorávamos as ruínas subterrâneas de uma fortaleza de Draconatos, nos envolvemos num combate contra uma turba de Kobolds e seus Besouros-de-Fogo de estimação, o cenário sendo uma longa escadaria espiral. Devido a uma série de azar nos dados, estávamos sendo massacrados por inimigos não muito desafiadores. Foi então que o Senhor-da-Guerra, fiel à sua interpretação, decidiu atuar como o comandante que deveria ser e gritou para meu Druida: "Derrube-os lá pra baixo!".
   O Mestre deu um sorriso maligno e solicitou que eu fizesse um teste de Percepção para ver se meu Druida conseguira ouvi-lo no meio do caos da batalha. Arremesse o dado e... 1. Falha crítica.
   O Mestre anunciou que, em meio à confusão e influenciado pela rivalidade entre os dois Anões, o Druida tinha entendido que o Senhor da Guerra caçoava dele, mandando ele se jogar das escadas por ser inútil no combate. Meu Druida, claro, ficou irado e avançou contra o comandante, tentando matá-lo... mas acabou, ironicamente, caindo no espaço vazio entre os degraus e perdeu a consciência, vários andares abaixo.
   Depois desse completo desastre, o grupo aprendeu duas lições: a primeira era manter os dois anões separados, e a segunda era levar muito a sério quando nossas mães dizem que termos que aprender a ouvir.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais desculpas!

Olá aventureiros, tudo bem?
 
   Sim, esse é mais um post de desculpas com vocês, justificando a ausência de posts nessa segunda e as prováveis ausências futuras nesse mês. Com a sombra do fim de ano sobre nós, as obrigações no Plano Material ficam mais urgentes e o tempo para escrever se torna cada vez mais escasso, infelizmente.


   Outubro é um mês-chave para mim no trabalho, então muito provavelmente não serão postados textos das Crônicas, Personagens em Perspectiva e outros extras até, pelo menos, o dia 27/10/2016. No entanto, respirem tranquilos ao saber que as Histórias de Outros Mundos continuarão a serem postadas semanalmente - aliás, por que não contribuir com a sua própria história? Envie seu conto para nosso e-mail cia.inconsequente@gmail.com e veja suas experiências compartilhadas aqui no blog.
   Agradeço a sua paciência e em Novembro retornamos com a nossa programação normal.

O Mestre

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Histórias de Outros Mundos 1: Clavículas e Rancores

Salve, aventureiros!

   Há algumas semanas estive divulgando em grupos e comunidades de RPG a possibilidade de publicar histórias leves e bem-humoradas sobre as experiências dos leitores em suas próprias mesas (uma ideia originalmente plagiada do espetacular blog gringo Table Titans). Para minha felicidade, já recebemos algumas histórias e pretendo publicá-las aqui semanalmente! Quem quiser contribuir com a seção Histórias de Outros Mundos basta enviar seu conto (com título e autoria para referência) para o e-mail de contato do blog, cia.inconsequente@gmail.com.
   Segue, abaixo, nosso primeiro conto, Clavículas e Rancores, enviada por Andreli em 19/09/16:

   O nosso grupo jogava D&D 3.5 na época que estávamos na escola (lá em 2007), e fazíamos rotação de Mestres. Na época a gente seguia as regras ao pé da letra, então house rules não eram nem um pouco bem-vindas. Tudo estava indo relativamente bem, até o dia em que um dos Mestres decidiu colocar um combate PvP no jogo... e, sendo um bando de moleques jogando, é claro que não deu certo.
   Um dos jogadores, um Monge Humano, decidiu que estava treinando para o combate ao socar árvores, como se fosse um ninja. Seu adversário, um Ranger Elfo (especializado em arquearia) se rendeu à tendência Caótica e não quis esperar o Mestre anunciar o confronto oficial, e atirou uma flecha de seu Arco Longo Composto +2 no Monge.
   É claro que foi um acerto crítico.
   Como se o jogador do Monge já não estivesse revoltado o suficiente por ter sido atacado de surpresa, nessa hora o mestre decidiu adicionar um pouco de realismo e, em vez de só distribuir o dano, afirmou que uma clavícula do Monge fora partida em duas pela flecha e que ele estava com um braço inteiro inutilizado. Como não usávamos house rules (e, na verdade, estávamos mais preocupados com decapitar orcs do que com interpretar personagens), começou uma enorme discussão entre os dois Jogadores e o Mestre que só terminou quando o jogador do Ranger caçoou tanto do Monge que o seu jogador saiu da sala de tão nervoso.
   Mas a história não ficou por aí: era uma mesa de Mestres rotativos, lembram-se?
   Quando chegou a vez do jogador do Monge mestrar, seu rancor aflorou. Se o Ranger era acertado em combate? Clavícula quebrada. Falhou no teste de Escalar? Caiu 12 metros e quebrou a clavícula. A negociação com os NPCs deu errado? Foi socado no peito e quebrou a clavícula. A situação começou a ficar realmente ridícula quando, no meio de uma tempestade, um relâmpago atingiu o Ranger "aleatoriamente" e a sua clavícula se rompeu dado "à corrente elétrica".
    A lição que ficou foi: nunca, nunca sacaneie um jogador quando os Mestres são trocados constantemente.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Personagens em Perspectiva: Dûr Sven

Olá aventureiros, tudo bem?
   Estou introduzindo aqui uma nova seção do blog, chamada Personagens em Perspectiva. Aqui, pretendo dissecar um pouco os personagens da Companhia Inconsequente em termos técnicos para agradar aos fãs inveterados de D&D. Nesses artigos vou mostrar um pouco dos Talentos, Perícias, Magias e Equipamentos dos personagens, tentando contextualizá-los com seu background.
   Para evitar datar o post, eu não focarei em valores e números, mas sim o que estes valores significam no contexto atual (uma vez que, como continuamos jogando, esses números vão aumentar).  E, para começar, trataremos do líder atuante da Companhia, nosso querido anão clérigo Dûr Sven!



Básico
   Sven é um anão das colinas (raça base do Livro do Jogador 3.5), clérigo de Moradin (seus domínios são Proteção e Terra, ambos escolhidos no Livro do Jogador 3.5). Ao contrário da maioria dos anões e, especialmente, dos clérigos de Moradin, a tendência de Sven é Neutra e Boa, o que significa que ele coloca os costumes ordeiros do seu povo de lado para atingir um bem comum (confira nosso post sobre Tendências Boas aqui). Para mais detalhes sobre Sven, confira o post introdutório dos personagens aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Interlúdio - Skarri, a Esmeralda

   Os conhecimentos abaixo fazem parte das tradições religiosas da fé de Moradin, ensinados a seus clérigos na Ilha dos Deuses (onde foram ordenados Dûr Sven e Dûr Thudar, há alguns anos).
   Dentre os Primogênitos de Moradin, nenhum é mais benevolente ou querido do que Skarri, a Esmeralda. Ela é a mestra-curandeira dos anões, a diplomata da paz, e seus ensinamentos pregam o autossacrifício em prol dos mais fracos e a união entre os povos, sejam anões ou não. Sua história e seu credo dão a ela um aspecto muito mais agradável para membros de raças não-anãs, e os raros clérigos de Moradin que não pertencem ao Povo de Pedra normalmente são seduzidos por sua doutrina.
   Como todos os Primogênitos, Skarri foi um dia uma anã mortal que acendeu à divindade graças à suas ações na vida terrena. Ela viveu há milênios atrás, na Era dos Dragões. Eram tempos terríveis, quando os anões das ilhas de Kortlan viviam isolados em batalhas horrendas e guerras intermináveis contra os grandes dragões do Norte. Os clãs tinham pouco amor uns pelos outros e os humanos eram ainda menos dignos de confiança, uma vez que lutavam ao lado dos dragões tantas vezes quanto contra.
   
jedigamer.weebly.com

   Skarri nasceu nas terras que hoje se chamam Dartistaed, capital moderna de Kortlan. Seu berço era nobre, pois era a filha do Príncipe Bordogund e sobrinha do Rei Baragund de Gundhal, o Palácio das Esmeraldas. Entretanto, desde a tenra infância, Skarri foi diferente: ao contrário de seus irmãos e primos, que ambicionavam com a guerra e sonhavam com dragões mortos, Skarri sempre se preocupou com ajudar os feridos pelas tais guerras e buscava, acima de tudo, acabar com a miséria e a dor que se abatia sobre seu povo. Quando chegou na idade adulta, a jovem Skarri renunciou sua herança e se tornou uma clériga peregrina, viajando pelo Norte e buscando ajudar seus irmãos e irmãs anões.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Os Desafios da Escrita

Olá, aventureiros!

   O último capítulo das crônicas - A Forja e a Manopla - foi certamente o mais difícil de escrever até agora. Já tem um tempo que alguns leitores estavam comentando sobre a ausência de combates propriamente ditos, típicos de aventuras de RPG - e eu concordo que faltava uma pitada de ação aqui no blog.

   Isso reflete tanto meu estilo de mestrar - com poucos encontros significativos espaçados entre eventos de roleplay - quanto a frequência dos posts do blog. É espantoso o quanto as sequências de interpretação tomam tempo na escrita!

   De qualquer forma, chegamos ao primeiro grande combate da história das crônicas. Foi uma experiência de escrita ímpar - tentar traduzir um encontro de RPG, algo estático e em turnos, para uma luta que cative o leitor e ao mesmo tempo permaneça fiel à essência do combate original é um desafio e tanto. Eu demorei muito tempo desenvolvendo esse capítulo e espero, sinceramente, que os leitores se encantem com ele ao imaginarem essa batalha acontecendo. Dá pra ver a quantidade de esforço vai ser gigante no futuro - afinal de contas, teremos muitas lutas ainda por vir!

   Uma boa leitura a todos,
O Mestre

domingo, 14 de agosto de 2016

Thomas de Bernargrie

Olá aventureiros!

Temos aqui essa maravilhosa ilustração do nosso xamã Thomas de Bernargrie (e seu fiel companheiro espiritual Shebasthan) feito pela artista ALC. O tapa-nariz é um pequeno spoiler do que está por vir, mas... não se preocupem, chegaremos lá.


Até mais!
O Mestre 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Chegamos ao Nível 2 & Nossa Primeira Arte Original!

SAUDAÇÕES, AVENTUREIROS!!!

É com grande orgulho que eu anuncio que a Companhia Inconsequente acaba de atingir seu primeiro milhar de acessos! E, como todos sabemos, quando se chega em 1.000, você passa para o nível 2!



Agradeço muitíssimo aos meus jogadores pela força e empolgação, assim como pelas piadas excelentes (quase sempre). Agradeço mais ainda a vocês, aventureiros, que nos agraciaram com sua paciência e atenção! Escrever aqui é uma verdadeira terapia para mim, e é graças a todos vocês que isso tem ganhado visibilidade. Muito obrigado, mais uma vez!

E para comemorar  nossa primeira conquista, aqui está a nossa primeira arte original! Feita pela artista ALC (Confiram a página dela e façam comissões! Além de talentosa, ela é um doce de pessoa!), temos aqui ilustrada a nossa guerreira Aleena Fogo-Vivo!


Pela última vez, obrigado a todos os envolvidos! E fiquem ligados para mais posts!

Explodindo de orgulho,
 O Mestre

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Onde estávamos mesmo?

   É isso aí, aventureiros, a Companhia voltou!

 
   Houveram diversos imprevistos e problemas de Março pra cá; eu andei enfrentando meus próprios dragões cotidianos. Mas, poção derramada não volta pro caldeirão, então... nada disso importa, pois estamos de volta! Um pouquinho, pelo menos.
   Vou me esforçar ao máximo para encaixar o blog entre as minhas obrigações para me tornar um Mestre na vida real (academicamente falando). Portanto, esperem algo em torno de uma publicação por semana. É pouco, eu sei, mas, até que as coisas se aliviem, é melhor que nada. Eu acho.
   De mais, desejo a vocês uma boa leitura e muitos pontos de experiência!

O Mestre

segunda-feira, 7 de março de 2016

Afogado em Trabalho

   Olá aventureiros, tudo bem?

   A vida adulta é uma amante instável. Ela nos presenteia com dinheiro e liberdade, mas também com contas de banco e responsabilidades em medidas proporcionais.

   Eu nunca falei isso aqui, mas eu estou cursando mestrado (pra então ser "mestre" em dois sentidos, haha) numa universidade pública. Nesse exato momento, estou preso em uma época de grande esforço de coleta de dados para a minha dissertação, o que me toma muito tempo e é bastante cansativo. O reflexo natural é cortar nossos prazeres cotidianos para dar espaço para meu dever... e o blog, infelizmente, faz parte disso.

   Escrever um capítulo das crônicas da Companhia, infelizmente, me consome um tempo que não posso gastar nesse momento (o tempo médio varia entre 1,5 a 3 horas gastas para cada post). Por isso, peço desculpas aos meus queridos leitores, pois não poderei mais seguir as metas estabelecidas com a periodicidade necessária.

   Agradeço de antemão a compreensão de vocês, e fiquem tranquilos: assim que a turbulência passar, voltaremos ao ritmo normal (eu avisarei aqui). Por enquanto, farei pressão n'O Ladino para que ele mantenha a saga do Abraço da Escuridão regular para vocês. Um pouco de feedback animaria ele, sem dúvida!

   Na esperança de um futuro mais brilhante,
O Mestre

sexta-feira, 4 de março de 2016

Tendências e alinhamentos - Personagens Neutros

   Olá aventureiros! Espero encontrá-los bem!

   Dando continuidade ao nosso primeiro post sobre Personagens Bons, falaremos um pouco sobre Personagens Neutros (no eixo moral, conforme já discutimos).
   A primeira coisa que eu gostaria de estabelecer, antes de mais nada, é que existem duas formas diferentes de encarar o posicionamento Neutro (e as duas não se excluem). A primeira forma é a moralmente ambígua; ela é observada em personagens neutros que transitam ocasionalmente entre ações más e boas. Ela pertence a personagens adaptáveis, que são capazes de boas ações mas também tem seus momentos ruins. Essa talvez seja a tendência mais próxima da vida real, uma vez que, com raras exceções, nós raramente podemos ser definidos no preto ou no branco, normalmente transitando entre tons de cinza (sem trocadilhos, por gentileza). Esse modelo de personagem neutro ambíguo é claramente observado no personagem Drake Krwosey, membro da Companhia.
   A segunda forma de encarar a tendência neutra pode ser chamada de neutra obstinada, chamada por alguns de "postura suíça" ou "em cima do muro". Personagens nesse modelo são neutros de coração, se excluindo de qualquer conflito moral. São vistos por muitos como personagens que não ligam para os problemas dos outros, sendo retratados algumas vezes como malignos; de fato, existe uma linha tênue entre o indiferente e o sádico. Entretanto, personagens neutros obstinados (como Darsh Mãos-de-Fogo, na Companhia) são menos propensos a executar atos malignos de verdade, ao contrário dos ambíguos.
 
   Dito isso, vamos explorar as três diferentes modalidades de tendências neutras!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tendências e alinhamentos - Personagens Bons

   Olá, aventureiros!
   
   Hoje temos um post para encher linguiça tratando um pouco sobre o metajogo de Dungeons & Dragons; mais especificamente, falaremos sobre um assunto muito batido, mas digno de discussão: as tendências, ou alinhamentos de personagens.
   Esse assunto é tópico favorito de discussão entre RPGistas, e já existem toneladas de material feito no assunto. Entretanto, eu sempre tive ressalvas em relação ao entendimento acerca de algumas tendências, especialmente as mais "difíceis" (Caótico e Bom / Leal e Mau). Portanto, decidi criar um post bem padrão falando sobre as tendências em Dungeons & Dragons, dando exemplos na cultura pop, de forma a deixar meu ponto de vista claro para veteranos e novatos no jogo.

uncelebrity.blogspot.com

   Existem dois aspectos clássicos que definem a tendência de um personagem, isto é, a forma como ele percebe e interage com o mundo à sua volta. O primeiro é o eixo moral - que varia entre o Bom, o Neutro e o Mau. Eu gosto de relacionar o eixo moral com a empatia e o altruísmo/ egoísmo; um personagem Bom é capaz de abrir mão de seus próprios ganhos ou de sair do seu caminho para ajudar outros seres, enquanto um personagem Mau normalmente faz tudo pensando em algum objetivo pessoal. O eixo ético, por sua vez, se relaciona com a visão de sociedade do personagem, e varia entre o Leal, o Neutro e o Caótico. Personagens Leais costumam ter visões bem claras sobre hierarquia e códigos de conduta sociais, enquanto personagens Caóticos prezam a liberdade individual e normalmente se incomodam ao serem limitados por leis e regras.

   Vamos às combinações clássicas de tendências em D&D para os personagens Bons!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Eis a Companhia!

(Clique na imagem para ver em alta resolução)

   Acima, a única representação gráfica dos membros da Companhia Inconsequente. Uma prova da nossa existência no Plano Material (e de futuros problemas psiquiátricos com o consumo de álcool).

   *Observação 1: Amakiir, o Elfo Bardo, atualmente está lutando ao lado de seus compatriotas na Floresta Negra, e por isso não apareceu ainda nas Crônicas.

   **Observação 2: Sim, Aleena é um cara. O que vocês esperavam? É uma roda típica de Dungeons & Dragons.

Com garbo e elegância,
O Mestre